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Santuário

Biblioteca “Padre Diogo Fernandes, SJ

Foi o primeiro jesuíta nascido no Brasil a ser ordenado sacerdote.

Filho de pais portugueses, nasceu na capitania do Espírito Santo em 1543, antes da chegada dos primeiros jesuítas ao Brasil, no ano de 1549.

Deu entrada na Companhia de Jesus com 16 anos de idade tendo sido recebido pelo Padre Manuel da Nóbrega como escolar na Capitania de São Vicente em 1559.

Foi o primeiro jesuíta brasileiro a ser ordenado sacerdote, o que aconteceu no ano de 1572 e foi um dos grandes línguas e sertanistas de finais do século XVI e início do XVII.

Regressou ao ES em 1563 já com fama de grande língua, ou seja, de conhecedor da língua dos índios. No ano seguinte Diogo Fernandes, na categoria de Irmão, trabalhou com o Padre Manuel de Paiva na Casa de Vitória, tendo a seu encargo a evangelização dos índios da vila e dos das aldeias limítrofes.

Da vila de Santa Maria da Vitória seguiu para o Colégio da Bahia onde fez os estudos de Latim e de Teologia Moral como preparação para o sacerdócio. A celebração aconteceu em 1572 em festa solene celebrada pelo 2º Bispo do Brasil, D. Pedro Leitão, antigo conhecido de Anchieta dos tempos de estudantes em Coimbra. Concluída a formação foi enviado ao Rio de Janeiro, mas em 1583 estava de volta ao Espírito Santo, onde três anos depois se encontrava como superior, em simultâneo, das aldeias de São João (Carapina) e Nossa Senhora da Conceição (Serra).

Em 1587 como superior da aldeia de Reritiba teve o apoio do Padre José de Anchieta quando este foi substituído nas funções de Provincial e nela trabalharam conjuntamente. Após um breve interregno durante o qual desenpenhou as funções de superior da aldeia de São Cristóvão, voltou a ocupar o mesmo cargo em Reritiba a partir de 1598.

Realizou nove missões ao sertão em busca de novas tribos, algumas das quais por ordem de Anchieta. A ele se deve a ida para esta aldeia de cerca de 12000 índios que o acompanharam dos sertões de Goiás e de Minas Gerais.

Ora como companheiro, ora como superior de Reritiba nela faleceu a 28 de abril de 1607 e foi sepultado em lugar de destaque junto ao altar mor.

No Museu se encontram alguns dos seus objetos pessoais.

Ao funeral compareceram os companheiros de outras aldeias e na Igreja de Santiago em Vitória se celebraram exéquias em reconhecimento e respeito ao seu trabalho e fama. Muito mais o choraram os índios com prantos e queixas em altas vozes, como é do seu hábito, lamentando a perda de quem chamavam o “Pai dos órfãos”, o “fiel guia das suas consciências”, o “médico das almas”, o “consolo das suas dores”, e o “amparo nas suas dificuldades”.

 

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