"QUEM QUISER REFORMAR O MUNDO COMECE POR SI MESMO"
Powered by Google TradutorTradutor

Santuário

Novena em honra a São José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil.

Introdução

Escrevi sobre um santo. Um santo que já em vida era tido como o tal. Um santo que sempre foi modelo de vida cristã, de vida religiosa consagrada, de sacerdote jesuíta, de missionário, de apóstolo, enfim, como cedo foi apelidado. Parece uma ousadia escrever sobre ele. Até porque muitos outros, jesuítas ou não, de muito mais envergadura intelectual e santidade, já gastaram muita tinta neste ofício, e bem!

No entanto ousei escrever sobre um santo. Não movido por motivações intelectuais ou eruditas, muito embora tenha lido o principal sobre ele, mas movido antes de tudo pelo coração. Aprendi com Inácio de Loyola a perceber quando o Espírito concede suas “moções”. É coisa que não dá para recusar. È o sim de Maria. Temos que aceitar, mesmo parecendo uma ousadia. Foi o que fiz.

Na alegria do convite que me foi feito, preparei este opúsculo, que não tem a pretensão de ser senão motivação para quem quiser conhecer, amar e imitar Anchieta no seguimento de Cristo.

É um texto para ser rezado, meditado, contemplado, entrelaçando a vida de Anchieta, a espiritualidade inaciana e a palavra de Deus.

A novena pode ser celebrada em particular, em família ou em comunidade. Do mesmo modo pode ser adaptada às diversas situações pastorais.

Importantíssima, sob todos os aspectos, a homilia, quando a novena è feita em comunidade. A partilha dos participantes, como prevista, será muito louvável se acontecer.

Se houver Missa, esta prossegue normalmente até a oração após a comunhão, dispensando-se a saudação inicial da novena e, a critério do celebrante, a leitura bíblica da novena e a homilia, uma vez que já houve Liturgia da Palavra na Missa.

O mais, creio que está suficientemente indicado e proposto nas rubricas em itálico.

Quanto mais Profunda for a devoção a Anchieta, mais a comunidade poderá enriquecer a novena com procissão, entronização da figura de Anchieta, incensação da imagem etc.

Enfim, minha ação de Graças a Deus , que me permitiu ser seu instrumento para este trabalho, e minha gratidão ao convite generoso do Pe. Cesar Augusto dos Santos, SJ, entusiasta e incansável Vice-postulador da Causa de Anchieta, que me fez a proposta para compor esta novena. Que ela contribua para quem a rezar transforma-se, como Anchieta, em “tudo para todos”.

São Paulo, 22 de junho de 2003.

23º Aniversário da Beatificação de Anchieta

Papel dos Exercícios Espirituais na vida de Anchieta

(Talvez seja interessante ler a explicação abaixo, a fim de que se compreenda melhor o espírito da novena)

Para compreender o que são os Exercícios Espirituais (EE) é necessário compreender também quem foi Inácio de Loyola, porque os Exercícios são fruto de sua própria experiência espiritual.

Inácio, filho de nobre do País Basco, na Espanha, nasceu em 1491 e durante muitos anos foi dado ás vaidades do mundo, aos prazeres e á conquista de honras. Após uma batalha da qual saiu gravemente ferido, ainda convalescente, foi tocado em seu interior pela leitura da Vida de Cristo e da Legenda dos Santos.

A partir daí deu-se o processo que levou a mudar inteiramente de vida. Após penitências austeras e longas horas de oração numa gruta próxima á cidade de Manresa, na Espanha, por longos meses experimentou como Deus o iluminava e o movia. Escreveu então a sua experiência espiritual, bem como um método próprio e novo de oração, que originaram os assim chamados Exercícios Espirituais.

Com o tempo, Inácio foi aplicando seus Exercícios e outras pessoas, inclusive seus primeiros companheiros, embora ainda fosse leigo. Santo Inácio ordenou-se sacerdote somente em 1537. Depois de muitas demoras, os Exercícios Espirituais foram aprovados pela igreja.

Os Exercícios Espirituais são um processo em que o exercitante se retira do seu cotidiano e, no silêncio, orientado por um diretor espiritual, durante quatro semanas vive as diversas etapas que o colocam diante de Deus e de si Mesmo, levando a discernir (perceber com clareza) a vontade do Senhor no seu dia-a-dia, tomando decisões ou reformando a própria vida.

O método inaciano de contemplação, a partir de pontos propostos por quem dirige os Exercícios, também deve ser experimentado e exercitado por todo jesuíta, logo no inicio de sua vida na companhia de Jesus, ordem fundada por Inácio de Loyola.

Assim, Anchieta, tendo entrado na companhia em 1551, logo fez os Exercícios Espirituais sob a orientação do Pe. Leão Henriques.

Como não podia deixar de ser, toda a espiritualidade inaciana deve ter influenciado e alimentado a vida espiritual de nosso santo. Por isso, a presente novena tem como base pontos importantes dos Exercícios Espirituais em cada uma das quatro semanas.

Desse modo, o participante poderá ter pelo menos um pequeno contato com o imenso tesouro dos Exercícios. E como Anchieta vivia a espiritualidade inaciana, será bom percebê-la em sua via.

A você que reza esta novena:

  1. Procure um lugar que você ache agradável para rezar.
  2. Sinta a presença amorosa de Deus junto de você neste momento.
  3. Não tenha pressa.”Desligue”o pensamento das preocupações e rotina diária.
  4. Se quiser, coloque uma música suave de fundo para ajudá-lo, não para distraí-lo.
  5. Peça a luz do Espírito Santo para este seu momento de oração.
  6. Ao final de cada dia de oração da novena, anote como você sentiu que Deus lhe falou.

O “tanto quanto” e o “mais”

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Amém.

O “Tanto Quanto” e o “Mais”
Dizia Santo Inácio de Loyola:” Nós somos criado para conhecer, amar e servir a Deus Nosso senhor, e assim termos a vida eterna. E as outras coisas sobre a face da terra são criadas para nós, para que nos ajudem a fazer a vontade de Deus. Por isso, temos de usar das coisas Tanto quanto nos ajudem a fazer a vontade de Deus, e temos de evitar as coisas tanto quanto nos afastem d’Ele”.

-“…desejando e escolhendo apenas o que mais nos conduz ao projeto de Deus para nós”.

Neste primeiro dia de louvor a Deus em honra a São José de Anchieta, quero contemplar o quanto José de Anchieta procurou, ao longo de toda a sua vida, buscar e fazer a vontade de Deus em todas as coisas, tanto quanto elas o levavam a Ele, escolhendo e fazendo o que mais pudesse ajuda-lo e aos demais a alcançar esse fim.

Considerando a Vida de Anchieta.
José de Anchieta  sempre procurou a vontade de Deus para si e para suas decisões.

Podemos vê-lo ainda menino cuidar da irmãzinha paralítica em vez de ir brincar, obedecer aos pais e ir com o irmão para Coimbra onde se formaria com brilho nos estudos.

Escolheu uma vida santa e pura em meio a tantas ocasiões de pecado no ambiente da universidade. Sua consagração a Nossa Senhora foi também uma escolha de coragem, como também foi corajosa sua escolha pela vida religiosa na jovem Companhia de Jesus.

Nunca teve dúvidas em obedecer a tudo e acima de tudo por amor a Cristo. Colocava-se por muito tempo em oração e aí recebia interiormente aquilo de que precisava para agir na vida conforme a vontade de Deus.

Na nova terra do Brasil, em pouco tempo Anchieta aprendeu a língua tupi tornando-se um dos seus maiores professores, compondo até uma gramática e um livro de doutrina cristã, muito utilizado por seus colegas missionários—-tudo para melhor realizar seu mistério de educar e catequizar com todo o empenho e amor. Isso é a busca do “mais”.

Iluminando com palavra de Deus
—–Salmo 1

Feliz é tudo aquele que não anda

Conforme os conselhos dos perversos;

Que não entra no caminho dos malvados,

Nem junto aos zombadores vai sentar-se;

Mas encontra seu prazer na lei de Deus

E a medita dia e noite sem cessar.

Eis que ele é semelhante a uma árvore

Que á beira da torrente está plantada;

Ela sempre dá seus frutos a seu tempo,

E jamais suas folhas vão murchar.

Eis que tudo o que ele faz vai prosperar,

Mas bem outra é a sorte dos perversos.

Ao contrário, são iguais á palha seca

Espalhada e dispersada pelo vento.

Por isso os ímpios não resistem no juízo

Nem os perversos, na assembleia dos fiéis.

Pois Deus vigia o caminho dos eleitos,

Mas a estrada dos malvados leva á morte.

Proclama-se o evangelho do dia.
Momento de reflexão pessoal sobre o que foi rezado até aqui.

Oração
( Neste momento, faça seu pedido, apresente sua necessidade a Deus por meio de São José de Anchieta. Peça Também pelas necessidades dos outros, da igreja e do mundo todo.)

NOVA ORAÇÃO

Tudo isso nos pedimos

Por Jesus Cristo, vosso filho,

Na unidade do Espírito Santo.

Amém!

Pai-nosso, Ave Maria, Glória.

Bênção final
O Senhor nos abençoe,

Nos livre de todo mal

e, pela intercessão de São José de Anchieta,

nos conduza á vida eterna.

Amém.

O que fiz, o que faço,

O que farei por Cristo?

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Amém.

O que fiz o que faço, o que farei por Cristo?
De Santo Inácio de Loyola: “Imaginando, diante de mim, Cristo nosso Senhor crucificado, vou falar com Ele, tentando perceber como Ele sendo criador veio ser homem, e como da vida eterna  chegou á morte, e desta forma veio morrer por meus pecados. Olhando depois para mim mesmo, vou perguntar:

O que fiz por Cristo?

O que faço por Cristo?

E o que devo fazer por Cristo?”.

Veja como José de Anchieta viveu esse passo dos Exercícios de Santo Inácio e o quanto essas perguntas devem ter questionado seu coração.

Considerando a vida de Anchieta
Anchieta sentiu o desejo de servir a Cristo com a sua vida em total doação. Na universidade em Coimbra esses pensamentos o atingiram, e, vendo colegas seus que eram religiosos jesuítas, sentiu no coração o desejo de seguir a mesma vida que eles.

Entrou ainda adolescente na nova ordem. Porém logo adoeceu de um mal grave que lhe deformou as costas e ficou preocupado com possibilidade de não poder seguir adiante. Foi quando apareceu a oportunidade de ser mandado ao Brasil, uma terra ainda desconhecida e misteriosa, cheia de desafios e perigos.

O que ele estava fazendo por Cristo e o que poderia fazer? Talvez ao menos servir de simples catequista entre os índios e morrer pela fé, como era seu desejo. O fato é que, junto com outros companheiros também doentes, foi enviado ao Brasil em 1553, aqui chegando depois de uma viagem muito difícil. Ainda no navio, servia e cozinhava para os irmãos que sofria com a viagem, já fazendo-se tudo para todos.

Iluminando com a palavra de Deus
——–Mc 1,14-20

Do Evangelho segundo Marcos:

Depois que João foi preso, Jesus dirigiu-se para a Galiléia. Pregava o Evangelho de Deus e dizia:

“Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no evangelho”.

Passando ao longo do mar da Galiléia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam as redes ao mar,

Pois eram pescadores. Jesus disse-lhes; “Vinde após mim; eu vos farei pescadores de homens”. No mesmo instante, eles deixaram as redes e seguiram-no.

Momento de reflexão pessoal sobre o que foi rezado até aqui.
Oração
(como no primeiro dia)

Benção final 2

Vencendo o pecado

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Amém.

Vencendo o pecado
Faça como Santo Inácio de Loyola:

“Vou pedir a Nossa senhora, para que me alcance estas três graças de seu filho e Senhor: 1ª) que eu sinta profundo conhecimento de meus pecados e os rejeite da minha vida; 2ª) que eu sinta como minhas ações podem ser más, para rejeitar todas elas e voltar ao bom caminho; 3ª)pedir clara noção do mundo em que vivo, para que eu saiba escolher,  afastando de mim as coisas que não me servem como cristão”.

Vencer a si mesmo para melhor se abrir com Deus e aos irmãos. Anchieta foi exemplo disso em sua vida.

Considerando a vida de Anchieta
Desde cedo Anchieta se viu diante de perigos para a sua alma.

Uma dessas vezes aconteceu em 1563, quando o jovem Anchieta, ainda antes de ser padre, foi com Pe. Manuel da Nóbrega até os índios tamoios, onde hoje é Ubatuba, com a finalidade de se oferecerem como reféns dos índios, arriscando mesmo serem mortos e devorados, tudo para conseguirem a paz entre portugueses e índios.

Enquanto ficou preso entre os tamoios, Anchieta foi muitas vezes “presenteado” pelos índios com mulheres de sua tribo, ao que recusava com firmeza, explicando aos índios sua renúncia e convicção por causa do reino dos Céus, Anchieta tinha então 29 anos. Vemos que não só corria risco de vida mas também riscos para sua alma, tendo de dominar os impulsos que a muito fariam pecar,  até por estar sozinho e desamparado em meio a uma terra e a uma gente inimiga.

Iluminando com a palavra de Deus
—-Salmo 22 (23)

O Senhor é o pastor que me conduz;

Não me falta coisa alguma.

Pelos prados e campinas verdejantes

Ele me leva a descansar.

Para as águas repousantes me encaminha

E restaura minhas forças.

Ele me guia no caminho mais seguro,

Pela honra do seu nome.

Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,

Nenhum mal temerei;

Estais comigo com bastão e com cajado;

Eles me dão a segurança!

Preparais à minha frente uma mesa,

Bem à vista do inimigo,

E com óleo vós ungis minha cabeça;

O meu cálice transborda.

Felicidade e todo o bem hão de seguir-me

Por toda a minha vida;

E na casa do Senhor habitarei

Pelos tempos infinitos.

Proclama-se o evangelho do dia.

Momento de reflexão pessoal sobre o que foi rezado até aqui.
Oração
(como no primeiro dia)

Bênção final

O chamado do Rei

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Amém.

O chamado do Rei
Veja com Santo Inácio de Loyola:

Vou imaginar um rei humano,  escolhido pela mão de Deus nosso Senhor, a quem prestam serviço e obedecem todos os príncipes e todos os homens cristãos.

Vejo como esse rei fala a todos os seus, dizendo:

“É minha vontade conquistar toda a terra. Portanto, quem quiser vir comigo, há de contentar-se de comer como eu, e também beber e vestir como eu etc., do mesmo modo terá de trabalhar comigo durante o dia e vigiar durante a noite etc., para que depois tenha parte comigo na vitória, como teve nos trabalhos”.

Vou imaginar o que devem responder os bons empregados a um rei tão generoso e tão humano.

E assim, se algum não aceitasse a proposta de tal rei, deveria ser desprezado por todo mundo e considerado mau soldado.

A segunda parte deste exercício consiste em aplicar a Cristo nosso Senhor a História precedente.

Se consideramos o chamado de um rei qualquer a seus soldados, quanto mais digno de consideração é contemplar Cristo nosso Senhor, Rei eterno, e diante dele o mundo inteiro e cada homem em particular, a quem chama com este convite: “A minha vontade é conquistar todo o mundo e todas as pessoas, e assim entrar na glória de meu Pai. Portanto, quem quiser vir comigo deve trabalhar comigo, a fim de que, seguindo-me nos trabalhos, venha comigo também para a vida”.

Vimos como Santo Inácio, nos exercícios Espirituais, propõe ao exercitante contemplar um serviço muito especial e digno: seguir o Cristo Rei. Veja como Anchieta viveu isso em sua vida.

Considerando a vida de Anchieta
Em toda a sua vida, especialmente no Brasil, Anchieta sempre seguiu como servo bom e fiel seu Senhor e rei. Chegando à Bahia em 1553, logo contemplou o rebanho que iria apascentar por 44 anos até a sua morte, sem jamais voltar à Europa.

Faltava tudo na nova terra. Anchieta se vestia pobremente apenas da batina, andava descalço ou de sandálias que ele mesmo fabricava. A pobreza e o trabalho foram seus companheiros.

A obediência foi outra virtude constante no nosso santo. Sempre obedeceu aos superiores sem reclamar, como se o próprio Cristo lhe desse a ordem.

Ia aonde seus superiores mandavam. Assim, subiu com os irmãos para o planalto em 1554 e aí ajudou a fundar a pequena São Paulo.

Conta-nos o próprio Anchieta:  “As coisas necessárias para nosso sustento, conseguimos com o trabalho de nossas mãos, como o Apóstolo São Paulo, para não sermos pesados a ninguém”.

Tornou-se conhecedor de tudo um pouco: servia como cozinheiro, farmacêutico, professor dos seminaristas e de crianças, construtor de vilas e de estradas, escritor da nova terra em suas cartas, o que o transformava em ótimo jornalista.

Para melhor servir ao Senhor e aos irmãos, dominou a língua tupi, demonstrou sua sensibilidade e arte nos poemas que compôs,  sobretudo em honra de Maria Santíssima.

Iluminando com a palavra de Deus
—-Lc  9,1-5

Do Evangelho segundo Lucas:

Tendo reunido os doze, ele lhes deu poder e autoridade sobre todos os demônios e lhes concedeu curar as doenças. Enviou-os a proclamar o Reino de Deus e fazer curas, e lhes disse: “Não leveis nada para a viagem, nem bastão, nem bolsa, nem pão, nem dinheiro; não tenhais duas túnicas cada um. Em qualquer casa onde entrardes, permanecei ali. Daí é que partireis de novo. Se não vos acolherem, deixando essa cidade,  sacudi a poeira de vossos pés:  será um testemunho contra eles”. Eles partiram e foram de cidade em cidade, anunciando a boa nova e fazendo curas por toda parte.

Momento de reflexão pessoal sobre o que foi rezado até aqui.
Oração
(como no primeiro dia)

Bênção final
Aquele que nos quis instruir pela doutrina e exemplo dos Apóstolos vos torne, por sua proteção, testemunhas da verdade para todos.

Amém.

As duas bandeiras e a eleição

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,

Amém.

As duas bandeiras e a eleição
Quem faz os exercícios deve imaginar aqui como Cristo chama cada um e quer a todos os homens trabalhando ao seu lado. E o demônio, ao contrário, quer desviar a humanidade para si com sua mentira.

Ver um grande campo em toda aquela região de Jerusalém, onde o chefe dos bons é Cristo, nosso Senhor. Outro campo, na região do oriente, onde o chefe dos inimigos é o demônio.

Devemos ver como são grandes os enganos do mau líder e os auxílios que Deus nos dá para deles nos defendermos; e conhecimento da verdade vida que revela o único e verdadeiro chefe, que é Cristo, com a graça de o imitar.

Considerando a vida de Anchieta
Podemos dizer que toda a vida de Anchieta foi lutar sob a bandeira de Cristo Senhor, servindo a Ele totalmente. Escolheu servir Jesus desde menino na cidade onde nasceu, nas ilhas Canárias.

Nesse serviço, dele diz Pe. Armando Cardoso:  “Seu amor aos índios não media sacrifícios. Quando ele conta em suas Cartas, informações, Poemas, o difícil trabalho dos jesuítas, é de si mesmo, sem querer, que ele conta. O Brasil foi uma das missões mais difíceis da Companhia de Jesus: parecia uma terra seca, que, trabalhada anos inteiros, não dava frutos”.

Lutando a serviço do grande Rei Jesus Cristo, Anchieta zelou incansavelmente pela vida e pela liberdade dos índios. Foi rigoroso para com todos os que maltratavam os índios. Do mesmo modo reprovava os maus-tratos que os portugueses dispensavam aos indígenas.

Iluminando com a palavra de Deus
——Mt  6,24

Do evangelho segundo Mateus:

Disse Jesus: “ Ninguém pode servir a dois senhores: ou odiará a um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezerá o outro. Não podeis servir a Deus e ao Dinheiro”.

Momento de reflexão pessoal sobre o que foi rezado até aqui.
Oração.
Bênção final
1 MR

O Horto

Em nome do Pai, do Filho e do espírito Santo,

Amém.

O horto
De Santo Inácio de Loyola:

Aqui vou recordar como Cristo nosso senhor desceu com os doze discípulos de Jerusalém, onde celebou a ceia, para um jardim fora da cidade. Deixou lá oito deles e os outros três ficaram numa parte do jardim. E orando, começou a transpirar suor  como gotas de sangue. Depois de ter, por três vezes, orando ao pai, desperta os três discípulos. Seus inimigos caem por terra ao som de sua voz. Judas dá-lhe o beijo, Pedro corta uma orelha a Malco e Cristo a coloca curada em seu lugar. É preso como um bandido, é arrastado descendo o morro, e depois subindo até a casa de Anás.

Neste passo dos Exercícios Espirituais, somos convidados a nos unir a Cristo sofredor que inicia sua entrega para nossa salvação. Anchieta o imitou entregando sua vida à missão.

Considerando a vida de Anchieta
O Padre Anchieta tinha muitas qualidades. Por isso, não muito depois de se tornar padre em 1566, foi indicado para ser superior dos jesuítas no Brasil.

Mas Anchieta não queria isso. Considerava mesmo uma provação ter de aceitar esse posto ainda que por obediência. Por isso se encontrou em um verdadeiro horto, como seu Mestre. Como Ele, também não afastou o cálice do desafio, mas bebeu-o até o fim

A vida de um religioso muitas vezes tem momento de horto, de agonia como teve Jesus. Diz um escritor do tempo de nosso santo: “ Posto no cargo, que aceitou com muito sentimento e angústia do seu coração, não mudou nada do seu andar comum e acostumado nem para com os índios, aos quais sempre acudia a pé e descalço, todas as vezes que podia deixar as obrigações do seu oficio nem no tratamento de sua pessoa, que sempre foi abatido e baixo e não dava trabalho a seus irmãos”.

Iluminando com a palavra de Deus
——Lc  22,39-46

Do Evangelho segundo Lucas:

Jesus saiu e foi, como de costume, para o monte das Oliveiras, e os discípulos o seguiram. Chegando a esse lugar, ele lhes disse: “ Rezai para não cairdes em poder da tentação”. E afastou-se deles mais ou menos à distância do arremesso de uma pedra e, tendo-se posto de joelhos, rezava, dizendo: “Pai, se quiseres afastar de mim esse cálice… No entanto, não se faça a minha vontade, mas a tua!” Então apareceu-lhe do céu um anjo que fortificava. Tomando de angústia, ele rezava com mais insistência, e o seu suor se tornou como coágulos de sangue que caíam por terra. Quando, depois dessa oração, ele se levantou e veio ter com os discípulos, achou-os adormecidos de tristeza. Ele lhes disse:  “Estais dormindo? Levantai-vos e rezai para não cairdes em tentação”.

Momento de reflexão pessoal sobre o que foi rezado até aqui.
Oração
Bênção final.
2 MR

A Paixão

Em nome do pai, do Filho e do Espírito Santo.

Amém.

De Santo Inácio de Loyola:
Quando pensar sobre a paixão, peça a mesma dor com Cristo angustiado, e procure sentir em seu interior união e solidariedade com o sofrimento que Cristo passou por você.

Pilatos, sentado como juiz no tribunal,  entregou Jesus aos judeus para o crucificarem, depois de eles o terem negado por seu rei, dizendo: “ Não temos outro rei senão César”.

Caminhava com a cruz às costas; e não a podendo levar, obrigaram Simão Cireneu a levá-la atrás de Jesus.

Crucificaram-no em meio a dois ladrões, com esta inscrição sobre a cruz: “Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus”.

Considerando a vida de Anchieta
Apesar da saúde abalada que sempre teve, fez de sua vida um “completar o que falta à paixão de Cristo”, sobretudo quando piorou da doença, que se agravou com a idade.

Dizem pessoas da sua época: “Era humilde e caridoso com os enfermos onde quer que estivesse, com muita boa vontade e admiração de todos. E neste Colégio da Bahia era o melhor ajudante que o enfermeiro tinha em todo o serviço da enfermaria, levantando e deitando os doentes e, se era necessário para algum enfermo, cuidava dele com toda dedicação. Aconteceu outras vezes,  estando na cama, levantar-se de noite, por falta de enfermeiro, e ir à cozinha fazer os xaropes e remédios e temperar a comida para outros doentes, por sua própria mão”.

Iluminando com a palavra de Deus
——Fl 2,6-11

Da Epístola de São Paulo aos Filipenses.

Embora fosse de divina condição,

Cristo Jesus não se apegou ciosamente.

A ser igual em natureza a Deus Pai.

Porém esvaziou-se de sua glória.

E assumiu a condição de um escravo,

Fazendo-se aos homens semelhante.

Reconhecido exteriormente como homem.

Humilhou-se, obedecendo até a morte,

Até a morte humilhante numa cruz.

Por isso Deus o exaltou sobremaneira.

E deu-lhe um nome mais excelso, mais sublime.

E elevado muito acima de outro nome.

Para que perante o nome de Jesus.

Se dobre reverente todo joelho.

Seja nos céus, seja na terra ou nos abismos.

E toda língua reconheça, confessando,

Para a glória de Deus Pai e seu louvor:

Na verdade, Jesus Cristo é o Senhor!

Proclama-se o Evangelho do dia.

Momento de reflexão pessoal sobre o que foi rezado até aqui
Oração
Bênção final
3 MR

A ressureição/Maria

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Amém.

A ressureição/Maria
Doa Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola:

Vou pensar como Deus, que parecia está escondido na paixão, aparece agora e se manifesta  em sua Santíssima Ressureição,  de maneira tão milagrosa, por seu próprio poder. Apareceu primeiro a Virgem Maria, o que embora não esteja dito na Sagrada escritura, se compreende quando diz que apareceu a muitos outros. Porque a Bíblia supõe que somos inteligentes, como está escrito: “Também vós não tendes ainda entendido?”.

Considerando a vida de Anchieta
Vamos ver algumas coisas que Anchieta fez e que trouxeram vida para os outros, sobretudo os índios.

Foi o primeiro professor de São Paulo. Escrevia ele mesmo, até tarde da noite, as lições para cada um; dormia pouco, comia pouquíssimo; servia de médico e enfermeiro com muita habilidade; cozinhava, plantava, abria estradas ( de São Vicente até o Planalto de Piratininga); construiu vila por todo o litoral do Brasil, para proteger e ensinar os povos indígenas. Fundou colégios, hospitais, construiu igrejas e, sobretudo, formou comunidades como um novo Apóstolo São Paulo. Escreveu muitas coisas: a Poesia da Virgem ; a poesia sobre as obras de Mem de Sá; os poemas sobre a eucaristia; os poemas sobre seus irmãos jesuítas que deram a vida por Cristo; as informações sobre animais, as plantas, o clima e a terra do Brasil, e as obras de teatro que Anchieta fez para catequizar índios e brancos, de modo agradável e com muito bons resultados.

Cuidava dos feridos na guerra, ministrava os sacramentos, pregava contra as injustiças; mesmo como superior sobrecarregado que era, sempre encontrava tempo para tudo especialmente para os aflitos e doentes e, é claro, para seus queridos índios.

Lembramos o amor profundo desde a infância por Nossa Senhora, a quem se consagrou de corpo e alma e a quem dedicou o melhor de seu coração de poeta, nas praias de Ubatuba, quando ficou refém dos tamoios. Anchieta escreveu quase 6.000 versos latim na areia, decorando cada um, tal seu amor a Maria!

Iluminando com a palavra de deus
—-Col  3,1-4.16

Da Epístola de São Paulo aos Colossenses:

Visto que ressuscitastes com Cristo, procurai o que está no alto, lá onde se encontra Cristo sentado à direita de deus; é no alto que está a vossa meta, não na terra. De fato, vós estais mortos e vossa vida está escondida com Cristo em deus. Quando Cristo, vossa vida, aparecer, então vós também aparecereis com ele em plena glória.

Momento de reflexão pessoal sobre o que foi rezado até aqui.
Oração
Bênção final
4 MR

Contemplação para alcançar o amor

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,

Amém.

Contemplação para alcançar o amor
De Santo Inácio de Loyola: Vamos pensar em duas coias:

A primeira, que o amor deve ser  mais de obras do que de palavras.

A segunda, que o amor é doação, quer dizer, a pessoa que ama dá e comunica à pessoa amada aquilo que tem ou parte do que tem e o que pode.

Então, vou pedir a Deus conhecimento no meu coração de tantos bens que recebi d’Ele a fim de que, reconhecendo o amor de Deus por mim, possa amar e servir em tudo a Jesus Cristo.

Lembre-se dos presentes recebidos de Deus como a Criação, a Redenção e os dons que você tem, vendo com muito carinho quanto Deus nosso Senhor fez por você e, em seguida, perceba como é de toda a razão e justiça que você ofereça e dê a Cristo tudo o que é seu, como quem oferece um presente, com todo amor.

Vejamos tudo o que meditamos ao longo destes dias sobre a vida, o carisma e a santidade de Anchieta. Ele foi alguém que a cada dia ofereceu ao Pai, pelo Filho, no Espírito santo, sua vida, como oferta de amor. Por isso, Deus o encheu de Graças, Bênçãos e milagres. Vejamos alguns milagres que aconteceram na vida de nosso santo, o que nos anima a ter certeza de que ainda neste mundo José de Anchieta já intercedia pelos seus.

Considerando a vida de Anchieta
Muitos índios e brancos se curaram pela intercessão de Anchieta ainda em vida.

É famoso o caso do milagre das graças. Não se sabe se no canal de Bertioga ou Na Bahia ou na Baía de Guanabara, o sol queimava os passageiros de um barco, entre eles , o Pe. Anchieta. Já desmaiavam com o calor insuportável, quando passou voando sobre eles uma graça. Pe. Anchieta pediu ajuda à ave, Falando com ela. Veio logo um bando delas fazendo sombra em cima da barca. E, ao final da viagem, disse-lhes: “Vão para o seu caminho”. E foram-se.

Sabemos de muitos outros milagres como domínio de animais ferozes, a ressurreição e o batismo de um índio, curas diversas pela água abençoada, profecia e conhecimento do interior das pessoas, flores e frutos que floresciam em suas mãos. Sem contar os momentos em que muitos viram José de Anchieta fora de si, em profunda intimidade com Deus.

Pe. Anchieta morreu em 9 de junho de 1597, em Reritiba, aldeia fundada por ele mesmo, como muita tristeza de todos: índios, portugueses e seus irmãos de ordem. Vamos terminar com o que nos diz Pe. Armando Cardoso:  “ A maior lição de Anchieta não foi o latim, nem a instrução das primeiras letras, nem a língua tupi . foi o amor, a força que vence tudo. Era a primeira lição aos irmãos seminaristas que aprendiam em latim a frase: A tudo vence o amor e nós sejamos vencidos por ele!”

Iluminando com a palavra de Deus
—-1Jo  4,7-16

Da Primeira Epístola de São João:

Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, pois o amor vem de Deus;

E todo aquele que ama nasceu de deus e chega  ao conhecimento de Deus.

Quem não ama não descobriu a Deus, porque Deus é Amor.

Eis como se manifestou o amor de Deus entre nós: Deus enviou seu Filho único ao mundo, para que vivêssemos por meio dele.

Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e nos enviou seu Filho como vítima de expiação por nossos  pecados.

Caríssimos, se Deus nos amou a tal ponto, nós também devemos amar-nos uns aos outros.

A Deus, ninguém jamais contemplou. Se nós amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e seu amor em nós é perfeito.

Nisto reconhecemos que permanecemos nele e ele em nós, ele nos deu teu Espírito.

Quanto a nós, damos testemunho, porque o contemplamos, que o pai enviou seu filho como salvador do mundo.

Todo aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus.

Quanto a nós, conhecemos, por termos acreditado nele, o amor que Deus manifesta entre nós.

Deus é amor: quem permanece no amor  permanece em Deus, e Deus permanece nele.

Momento de reflexão pessoal sobre o que foi rezado até aqui.
Oração.
Bênção final

Senhor, tende piedade de nós.

—–Senhor tende piedade de nós.

Santíssimo Cristo, tende piedade de nós.

—–Santíssimo Cristo,  tende piedade de nós.

Senhor, tende  piedade de nós.

——Senhor tende idade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.

—–Jesus cristo,  atendei-nos.

Deus Pai Todo-Poderoso.

—-tende piedade de nós.

Deus Filho, Redentor do Mundo,

—–tende piedade de nós.

Deus Espírito Santo, Consolador,

—-tende piedade de nós.

Santíssima Trindade, que sois um só Deus.

—–tende piedade de nós.

Santa Maria, Mãe de deus.

—-rogai por nós!

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil,

—–rogai por nós!

Nossa Senhora da Candelária,

—–rogai por nós!

São José, esposo da beatíssima Virgem Maria,

—–rogai por nós!

Santo Inácio de Loyola,

—-rogai por nós!

São José de Anchieta,

—-rogai por nós!

Anchieta, companheiro de Jesus,

—-rogai por nós!

Anchieta, adorador do Santíssimo Sacramento,

—–rogai por nós!

Anchieta, sacerdote de Cristo;

—-rogai por nós!

Anchieta, imitador da castidade de Jesus,

—-rogai por nós!

Anchieta, servidor na obediência de Cristo.

—–rogai por nós!

Anchieta, seguidor da pobreza de Jesus.

—-rogai por nós!

Anchieta, filho devoto da Virgem Maria,

—–rogai por nós!

Anchieta, amigo leal dos indígenas,

—–rogai por nós!

Anchieta, defensor e protetor das nações indígenas,

—–rogai por nós!

Anchieta, registrador, arte de preparar e compor medicamentos,

—-rogai por nós!

Anchieta, amigo dos pobres,

——rogai por nós!

Anchieta, fundador de hospitais,

—–rogai por nós!

Anchieta, servidor dos enfermos,

—–rogai por nós!

Anchieta, amigo das crianças,

—–rogai por nós!

Anchieta, formador da juventude,

—–rogai por nós!

Anchieta, caridoso para com todos,

—–rogai por nós!

Anchieta, manso e humilde,

—–rogai por nós!

Anchieta, pacificador das discórdias,

—-rogai por nós!

Anchieta, mestre dedicado,

—-rogai por nós!

Anchieta, professor do professorado,

—-rogai por nós!

Anchieta, fundador do teatro brasileiro,

—-rogai por nós!

Anchieta, companheiro dos que sofrem violências,

—-rogai por nós!

Anchieta, padroeiro dos reféns,

—–rogai por nós!

Anchieta, amante do meio ambiente,

—-rogai por nós!

Anchieta, fundador de colégios,

—-rogai por nós!

Anchieta, tolerante das situações conflituosas,

—–rogai por nós!

Anchieta, servidor repleto de carisma,

—–rogai por nós!

Anchieta, modelo de aculturador,

—–rogai por nós!

Anchieta, defensor dos direitos  humanos,

—–rogai por nós!

Anchieta, grande evangelizador,

—-rogai por nós!

Anchieta, missionário infatigável,

—–rogai por nós!

Anchieta, apóstolo do Brasil,

——rogai por nós!

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,

——perdoai-nos, Senhor!

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,

—–ouvi-nos, Senhor!

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,

—–tende piedade de nós, Senhor.

Oremos: Ó Deus, o vosso servidor, o são José de Anchieta, brilhou no mundo pela sua corajosa fidelidade à vossa vontade. Dai-nos, por intercessor tão amigo e a exemplo de deus passos, podemos caminhar até a verdadeira vida. Por cristo nosso Senhor.

—–Amém.

Deus,  que pela água operastes os maiores mistérios da salvação dos homens, atendei, misericordioso, as nossas preces e derramai sobre esta “água de São Jose de Anchieta” a força da vossa bênção. Seja ela para nós instrumento das vossas graças e nos alcance perfeita saúde de alma e corpo, afim de que, a exemplo e por intercessão de São José de Anchieta, possamos em tudo amar e servir a Vossa Divina Majestade. Por Cristo, vosso Filho, Nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo.

Abençoai, Senhor, estas rosas que na sua beleza, pureza e perfume, lembram-nos as virtudes de São José de Anchieta.

Pelo exemplo e intercessão desse Apóstolo, fazei que aqueles que as receberem procurem imitá-lo na pureza de intenções, no desprendimento dos interesses materiais e na incansável dedicação ao trabalho desse missionário. Nós vos pedimos por vosso Filho, Jesus Cristo e Senhor Nosso.

—–Amém.

Oração Coleta

Derramai sobre nós, Senhor  a vossa graça, para que, a exemplo de São José de Anchieta, como servos fiéis do Evangelho, fazendo-nos tudo para todos, ganhemos para vós, na caridade de Cristo, os nossos irmãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Liturgia da Palavra

Leituras

1ª Is  52,7-10

2ª 1 Cor 9,16-19.22-23 ou 1Cor 1,18-25

Salmo

SI 95(96), 1-2a.2b-3.7-8a.10 (R3)

Aleluia

Mc 1,17

Evangelho

Lc  5,1-11

Oração sobre as oferendas

Olhai, ó Deus Todo-Poderoso, as oferendas que vos apresentamos na festa de São José de Anchieta e concedei-nos imitar os mistérios da paixão do senhor que agora celebramos. Por Cristo, nosso Senhor.

Prefácio dos Santos Pastores.

Oração depois da comunhão

Ó Deus, pela força deste sacramento, confirmai vossos filhos e filhas na verdade da fé, pela qual o São José de Anchieta jamais deixou de trabalhar, consagrando-lhe toda a sua vida. Fazei que nós também a proclamemos por toda parte com palavras e ações. Por Cristo, nosso senhor.

Bênção final

17a MR