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Santuário

Os edifícios

 

OS EDIFICIOS

A igreja de Nossa Senhora da Assunção, com a residência e demais dependências jesuíticas anexas, são construções erguidas sobre um maciço granítico na margem norte da foz do rio Benevente seguindo o partido jesuítico da quadra. A igreja de três naves, única do século XVI edificada em contexto de aldeia, é um belo e sóbrio edifício situado entre a torre sineira, encimada por três ventanas e zimbório, e a fachada principal da antiga residência tendo na sua frente o adro ou terreiro, atualmente conhecido como Praça do Santuário. No interior, as duas janelas esguias verticais nos panos das paredes laterais próximas ao cruzeiro, semelhantes a seteiras, a permitirem pequena ventilação, remetem para a sua posição de primeiro, e durante muito tempo, único posto avançado a sul fiel aos portugueses e ao papel desempenhado pelos jesuítas de aliados e instrumentos da colonização, por força da figura política, jurídica e religiosa do Padroado Português.

Originalmente albergavam a igreja e a primeira sacristia, os dormitórios ou cubículos, a cozinha e a despensa, a enfermaria, as oficinas, a escola, os depósitos, a sala de trabalho do superior da missão e outras destinadas a depósitos para além do pátio interno, normalmente ocupado por árvores frutíferas e pequena horta. A área dos serviços e residência comunicavam-se, através de duas portas, com a igreja. Uma localizada no coro alto e outra na área da primitiva sacristia. A primeira grande alteração nos compartimentos ocorreu durante a segunda metade do século XVIII, quando da ocupação pelos órgãos administrativos da Câmara Municipal, Tribunal, cadeia pública e a partilha entre as residências paroquial e do juiz, sendo que o espaço a céu aberto da quadra passou a ser utilizado como cemitério municipal.

Em 1797 foi construída uma nova e mais ampla sacristia ocupando o espaço atrás do altar-mor enquanto a primitiva foi reconvertida em Capela do Santíssimo.

No decurso do século XIX, com a progressiva decadência, por falta de manutenção, aliada à pressão demográfica provocada pela chegada dos imigrantes, oriundos sobretudo da Itália, motivou a derrubada das edificações de dois pisos localizados a oeste e a sul para ampliação da área usada para os sepultamentos.

O destaque do conjunto arquitetônico vai para o cubículo usado como dormitório e espaço de trabalho de São José de Anchieta, que nele faleceu.