
Estilos

Apesar do estudo da arquitetura segundo os estilos, ou seja, de acordo com conjuntos de características de formas reconhecíveis nos edifícios, seja muito redutor, não deixa de ter certa utilidade como primeira abordagem ao conhecimento das construções. Já o estudo isolado das formas permitiu reconhecer que a evolução e desenvolvimento dos estilos ocorre de forma cíclica, iniciando-se em regra com algum primitivismo ou arcaísmo, passando, depois, para um momento de equilíbrio, frequentemente designado como clássico, ao qual se segue um período de exuberância, por vezes dramática, individual e extravagante.

O que da Missão de Reritiba nos chegou (já não existem duas alas residenciais dos séculos XVI e XVII e suas dependências anexas, como a cozinha de fora e a primeira instalação provisória usada enquanto decorriam as obras da igreja e da residência) é essencialmente maneirista. Igreja e residência tiveram o traçado supervisionado pelo arquiteto, Francisco Dias, o primeiro arquiteto jesuíta no Brasil, segundo uma planta retangular de três naves, típica da tradição das igrejas portuguesas e diferente das plantas de nave única adotadas pela Companhia de Jesus, segundo o modelo da igreja de Gesu em Roma.

Uma obra deste porte além do acompanhamento do Irmão arquiteto Francisco Dias teve a orientação de um carpinteiro e pedreiro que na época equivalia a um mestre de obras.
A igreja é uma construção simples e sóbria, de acordo com a arquitetura maneirista e em observância com os preceitos da Companhia de Jesus. O interior mostra uma estrutura formada por três naves com pequenos apontamentos barrocos.
