A Procissão luminosa que abriu a Festa Nacional do Apóstolo e Padroeiro do Brasil ilumina também a compreensão do significado e importância das comemorações.
Por Ligia Maria Fiorio Custódio Pessin
Luz e oração. Caminhos que São José de Anchieta percorreu, via de santidade que deixou marcas nas areias e nos corações do povo.
Em Ubu, o início da procissão luminosa se deu na Cruz que marca o ponto onde o corpo de Anchieta caiu quando era conduzido em cortejo pelos indígenas que interromperam seu choro e exclamaram “Aba Ubu”, em tupi-guarani, que significa “O padre caiu”.
O Santuário Nacional foi o destino da Procissão. O lugar onde morreu. E também viveu para construir e edificar as raizes do amor a Cristo e à sua Mãe Santíssima.
Na chegada, a celebração da Eucarística.
O percurso simbólico não está no sentido contrário. Daquele ponto, marcado pela Cruz, não está o ponto final da morte, senão o ponto de partida para anunciar que Cristo vive no amor, no respeito, na acolhida.
Em 13km de distância, mais de 400 anos de história, milhares de passos, centenas de pessoas iluminaram as trevas com a luz das velas e dos louvores entoados a Deus.

Em Ubu, o início da caminhada luminosa na abertura da Festa Nacional de São José de Anchieta.