São José de Anchieta registra sua experiência de amor em poesia. Neste trecho, o Poeta da Virgem Maria escreve sobre a Eucaristia. Com ele, vamos compreender como, no poema dedicado à Mãe de Deus, a harmonia de seus versos se encontram na centralidade de Jesus Cristo.
Poema da Virgem Maria
Quem para celeiro te escolheu,
e em ti se encolheu,
te constitui sua mão distribuidora:
‘Ó celeiro, ó depósito inviolável do pão da Verdade,
ó mão generosa, mão sempre patente aos infelizes!’
(..)
Mendigo esfarrapado, eis corro aos teus celeiros,
pois este pão se compra sem dinheiro.
Não temo as trevas do Egito e a noite sombria.
Iluminado por teu Filho, tu és a minha estrela.
Para não me perder nos trilhos do deserto,
teus pés vão marcando, na areia, o meu caminho.
São José de Anchieta
Poema da Virgem Maria, v.v 3675 – 3685
Oração
São José de Anchieta, também nós seguimos os teus passos na areia. Pois levaste contigo, no ostensório de tua santidade, o Pão da Vida. E trouxeste a nós o celeiro da graça, Maria, Nossa Senhora e Mãe de quem és filho e Poeta.

“O Deus menino que levas apertado, deliciosamente, nos teus braços, é o pão e o trigo dos eleitos.” São José de Anchieta | Poema da Virgem Maria | v. 3645